A coluna de opinião do Globo Rural publicou o artigo de Camila Biral, Vice-Presidente de Agronegócio da CAMARB, “Arbitragem no agronegócio: uma ferramenta jurídica necessária”.
O artigo discorre sobre como o agronegócio é particularmente sensível a litígios prolongados, pois opera com margens estreitas, prazos rígidos e ciclos produtivos definidos. Quando conflitos se estendem, os impactos ultrapassam o âmbito jurídico e afetam diretamente a operação, comprometendo planejamento, execução e resultados. Apesar disso, a arbitragem e a mediação ainda são pouco utilizadas no setor, sobretudo pela falta de planejamento contratual e pela limitada compreensão de seus benefícios práticos.
A demora do Judiciário mantém produtores e empresas por longos períodos sem definições claras, dificultando decisões estratégicas como planejamento de safras, alocação de recursos e negociação de contratos. A arbitragem surge como alternativa mais célere e eficiente, permitindo maior previsibilidade e continuidade das operações. Além disso, a possibilidade de contar com árbitros especializados contribui para decisões mais alinhadas às particularidades técnicas do agronegócio.
A mediação, por sua vez, favorece o diálogo e a manutenção das relações comerciais, permitindo ajustes sem interromper atividades essenciais. Em conjunto, esses mecanismos funcionam como ferramentas de gestão de risco, aumentando a segurança para investidores e parceiros. Assim, sua incorporação aos contratos deixa de ser apenas teórica e passa a representar uma escolha estratégica, com impacto direto na competitividade, no acesso a capital e na continuidade dos negócios.
Para a leitura do artigo na íntegra, acesse: https://globorural.globo.com/opiniao/noticia/2026/03/arbitragem-no-agronegocio-uma-ferramenta-juridica-necessaria.ghtml


